domingo, 11 de dezembro de 2011

Dúvidas de reciclagem? Revisão da matéria



Embalagens

Acabei de reparar que já passaram quase 12 anos desde que a Sociedade Ponto Verde lançou a campanha do Gervásio, o chimpanzé que sabia separar as embalagens celebrizando a frase «O Gervásio demorou exactamente 1h12m a aprender a separar as embalagens usadas. E você? De quanto tempo mais é que precisa?».

Ok: Azul - Papel; Amarelo - Plástico e metal; Verde - Vidro. Toda a gente (mais inteligente que o Gervásio) sabe isto. Contudo, algumas embalagens continuam a suscitar dúvidas. A ovelha verde foi até ao site da Sociedade Ponto Verde fazer uma revisão da matéria.

Sabias, por exemplo,
  •  que não precisas de tirar as janelas dos envelopes quando os pões a reciclar? Eu não. Foi com muito agrado que percebi que essa tarefa pode ser eliminada daqui em diante.
  •  Que as embalagens de madeira (caixas de horto-frutícolas; paletes...) são recicláveis? Basta levá-las a um ecocentro?
Ainda hesitas na altura de reciclar o pacote de leite ou de sumo? (Sim, é no ecoponto amarelo.)

Para esclarecimento deste tipo de dúvidas nada melhor do que rever as Regras de Separação da Sociedade Ponto Verde (consultar na secção "consumidores").


Outros resíduos

Enquanto navegava à procura de informação, encontrei um recurso da DECO/Pro Teste que entrou directamente nos meus favoritos: «Reciclagem: o melhor destino para os resíduos doméstico» . Neste link, a Deco indica soluções para variadíssimos equipamentos/ materiais em "fim de vida", desde electrodomésticos a esferovite, passando por brinquedos, CDs ou óleos alimentares, num total de 39 tipos de resíduos. Para completar inclui a lista dos Ecocentros existentes por distrito.Vale a pena espreitar e guardá-lo para consultar em caso de dúvida!

Lembra-te de não despejar no esgoto os óleos alimentares usados. A sua descarga indevida na rede de saneamento provoca vários danos, tanto a nível dos ecossistemas naturais aquáticos como ao nível das próprias condutas e sistema de tratamento.Os óleos contribuem para a eutrofização das águas, uma vez que, com eles, vêm sempre restos de comida. Por outro lado, formam uma película à superfície da água que impede a passagem da luz solar afectando algas e outros seres vivos que necessitem da luz para realizar os seus processos vitais.
Nas condutas de saneamento, os óleos causam corrosão das tubagens, entupimentos dos esgotos e colectores municipais e mau funcionamento das ETAR’s.

Alternativas

reciclagem: O óleo alimentar usado pode ser utilizado para fabricar biodiesel. Infelizmente não encontrei uma fonte de informação "centralizada" acerca dos pontos de recolha.Para os moradores no distrito de Setúbal aconselho a consulta do site Rota dos óleos alimentares usados. Nos restantes casos, vale a pena consultar os sites da respectiva câmara municipal uma vez que as autarquias com mais de 25 mil habitantes têm de disponibilizar, pelo menos, 8 locais de depósito de óleo alimentar usado. Encontrei vários sites de câmaras municipais que disponibilizavam essa informação.

Velas - reciclagem caseira: Se és um(a) grande utilizador(a) de velas, talvez gostes desta ideia da Oon: uma máquina que recicla óleos alimentares transformando-os em velas.Eu nunca a experimentei mas encontrei um testemunho. Na verdade, uma vez que custa quase 300 euros e necessita de umas pastilhas a 17 euros cada, esta máquina não está ao alcance de todos. De qualquer forma fica registada a ideia.


Por fim, não te esqueças do lema dos 3 R's antes de reciclar é fundamental reduzir e reutilizar! A reciclagem é sempre vantajosa relativamente ao despejo dos resíduos em lixeiras, contudo, aos processos de reciclagem não deixam de estar associados custos ambientais (energia, poluição...).

Se queres reduzir:

Pensa bem quando comprares:
  • Vais utilizá-lo realmente ou é uma compra por impulso? Cuidado com as promoções que tornam apetecíveis itens supérfluos.
  • Sempre que possível compra avulso, deste modo poupas nas embalagens gastas.

Será que deixou mesmo de ter utilidade?

 Algumas ideias de uma outra ovelha verde:

Lembra-te que aquela peça de vestuário, móvel ou equipamento electrónico podem já não ter utilidade para ti, mas outros podem querê-la. Para além de poderes doá-las a instituições de caridade, podes sempre vendê-la ou doá-la a quem a queira através do Freecycle.

Outras leituras:

Deco/Pro teste: Como contribuir para uma reciclagem mais eficiente?

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